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De São Luís do Maranhão a João Pessoa: perrengue never ends

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Uma coisa é certa: quase todos os passeios por Lençóis Maranhenses envolvem um certo perrengue, uns mais e outros menos, mas vá por mim: vale a pena! Saindo de lá para João Pessoa, pensei que seria tudo tranquilo e calmo…quanto engano, Vanessa…rss

A começar pela viagem de Barreirinhas a São Luís: pegamos um ônibus com a empresa Cisne Branco (compramos esse trecho quando ainda estávamos em São Luís) – fazia um calor de rachar o coco em Barreirinhas, então embarquei no ônibus de short, camiseta e sapatilha, normal…mas o ar condicionado estava tãaao gelado que eu não aguentava…eu tinha uma calça na minha mochila de mão, já que pegaríamos um voo em seguida, mas como o ônibus estava cheio, sem chance de me trocar no banco…eu não lembro se tinha banheiro lá, peguei minha calça e pus em cima das pernas para tentar ajudar.

Embarcamos a noite e a viagem durou umas intermináveis 5 horas – ônibus é dureza pois para em várias cidades para pegar passageiros, né? Chegamos em São Luís e aquele bafo de calor…a rodoviária da cidade é próxima ao aeroporto mas, como já era bem tarde e estávamos com mala, mochila, achamos mais seguro pegar um táxi (lembram desse post aqui? Achamos mais prudente não ir a pé e recomendo o mesmo a vocês).

Chegamos cedo demais ao aeroporto, nem dava para despachar a mala ainda…o aeroporto de São Luís é pequeno, eu e minha amiga aproveitamos para carregar nossos celulares e depois comer um lanche no Subway.

João Pessoa

João Pessoa

Gente, como foi difícil conseguirmos uma passagem “mais ou menos decente” de São Luís para João Pessoa: ou eram caríssimas, ou tinham escalas com intervalo enrome de espera…o melhor custo x benefício que tivemos foi esse voo que saia a 1 hora da manhã de São Luís, até o Rio Janeiro para finalmente chegarmos a João Pessoa. Péssimo, né? Mas foi o melhor que conseguimos sem falir rss

Esse voo do Rio a João Pessoa foi um dos piores da minha vida…não, não aconteceu nada no voo, felizmente, mas eu sentia minha cabeça explodindo de tanta dor e as pernas pesadas e doloridas…falava pra minha amiga: “Nossa, será uma trombose??” Fiquei super preocupada, de verdade…saí do avião e corri para o banheiro, lavei bastante o rosto e me sentia péssima.

Praia em João Pessoa

Alugamos um carro no aeroporto (já deixei reservado daqui de São Paulo) e seguimos ao hotel. Chegamos, deixamos a mala e fomos almoçar no delicioso Mangai (nunca vi um restaurante por kg com taaaantas opções de comida junta. E é um dos restaurantes mais bem avaliados de João Pessoa, people!) e voltamos ao hotel a pé, pois era bem pertinho.

A ideia era de irmos a Campina Grande a noite, mas não aguentei…chegando ao hotel tomei um banho, um remédio para dor de cabeça e capotei…acordei me sentindo mal ainda e fomos a uma farmácia comprar um termômetro…tcharraaaannn: 39.7 graus de temperatura! Nunca me lembro ter tido febre tão alta assim…comprei remédio e fui melhorando, mas me sentia fraca e com as pernas pesadas.

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Quase não consegui jantar, minha amiga entrou em contato com a irmã dela, também minha amiga, para ver quais hospitais de lá atendiam meu plano (trabalhamos todas na mesma empresa rs) caso eu piorasse… o mal estar me acompanhou durante toda a viagem, eu oscilava entre estado febril (37.5 C) e normal e não entendia por que…atribuí ao cansaço, ao sol, ou mesmo a algum tipo de intoxicação alimentar.

Passados os dias, meu apetite era quase zero…e tomar água e escovar os dentes era algo que me incomodava demais…me deixava com um gosto horrível na boca…eu sabia que havia algo de errado, mas não entendia o que. Foram uns 4 ou 5 dias assim, sendo que o ultimo da viagem foi o pior…quem me conhece sabe como sou “formiga” – fui almoçar com minha amiga e um amigo dela que mora em João Pessoa no Nau, restaurante maravilhoso da capital paraibana (número 1 no TripAdvisor) e simplesmente não consegui comer nem metade da sobremesa, que era ótima…

Nau João Pessoa

A sobremesa maravilhosa mas que não consegui comer tudo

Nesse ultimo dia, eu sentia tontura, enjoo, estava à base de Dramin – e a noite, no aeroporto, foi pior. O mal estar tomava conta de mim e eu não via a hora de chegar em casa. Tomei mais um remédio e capotei no avião – desembarquei em Campinas e de lá peguei o ônibus até Congonhas…dormi o trajeto inteiro. Em Congonhas, um taxi até a minha casa e, mais uma vez, mal mantinha os olhos abertos. Cheguei em casa, tomei um banho e não consegui almoçar…dormi a tarde toda…comecei a pensar que estava com uma intoxicação alimentar pois só de pensar em comida, ficava enjoada.

A noite, a muito contra gosto, jantei um pouco e fui domir…na verdade, tentar dormir, pois passei literalmente a noite inteira me coçando…se eu disser que dormi por meia hora apenas, estarei mentindo, eu não dormi nadica de nada…no dia seguinte, fui com minha mãe ao hospital e veio o diagnóstico: dengue!! Gente, que coisa horrorosa essa dengue, não desejo a ninguém no mundo…

Mas sabem o que levei de lição de tudo isso?? Leve sua “farmacinha” particular a cada viagem…eu passei mal em João Pessoa, que é uma capital, mas e se fosse lá nos Lençóis Maranhenses, onde a estrutura é muito mais limitada? Então, gente, #ficaadica: leve seus remédios de uso frequente, um termômetro, remédio para dor de cabeça e enjoo (que já esteja habituado/a), carteirinha do convênio e sempre esteja com seus exames em dia e, qualquer dúvida, fale com seu médico. Se fizer uma viagem internacional, não esqueça de contratar um seguro viagem – o blog tem parceria com o Real Seguros, que você poderá adquirir com desconto.

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E você, qual seu maior perrengue de viagem? Conte aqui pra gente!

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