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Casa de Anne Frank

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Uma das atrações mais concorridas de Amsterdam, a Casa de Anne Frank atrai filas enormes de pessoas todos os dias, e eu era uma dessas que ansiava conhecer o local onde Anne e sua família esconderam-se durante anos, até serem descobertos e enviados a campos de concentração.

Anne na verdade nasceu na Alemanha e mudou-se com seus pais e irmã para a Holanda quando ainda era pequena. Quando a tropa nazista chegou a Holanda e família começou a sentir-se ameaçada, mudaram-se para o sótão da empresa em que trabalhava o pai de Anne – outra família os acompanhou, dividindo o mesmo espaço durante todo o tempo. E Anne, que tinha apenas 13 anos quando foi viver naquele sótão, começou a escrever o diário, anos depois publicado pelo seu pai.

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Estátua em homenagem a Anne Frank

Bom, acho que essa história todos conhecem e, por mais que eu soubesse o começo, meio e fim, fiz questão de ler absolutamente tudo o que estava exposto por lá.

Como comentei acima, o lugar hoje chamado de “Casa de Anne Frank” na realidade era o local onde o pai dela trabalhava e onde as duas famílias viveram no sótão, com a ajuda de um amigo do pai de Anne, que levava todos os mantimentos necessários a todos, arriscando sua própria vida, caso fosse descoberto.

Casa onde Anne viveu escondida com a família no sótão...

Casa onde Anne viveu escondida com a família no sótão…

...e que hoje funciona como um Museu!

…e que hoje funciona como um Museu!

Fotos não são permitidas lá dentro! Durante o trajeto que fazemos pela Casa, vários painéis com trecho do diário de Anne e, mais ao final do percurso, o famoso, protegido por vidro, claro.

Quem leu o livro se lembra que o acesso ao sótão era protegido por uma falsa estante de livros…e lá subimos! Quem assistiu ao filme “A culpa é das estrelas”, deve se lembrar da parte em que o casal sobe os estreitos e altos degraus que dão acesso ao “Anexo Secreto”, onde a família viveu por 2 anos.

Olha, podem me julgar, cada um acredita naquilo que quer, né, mas eu senti uma energia muito estranha nesse lugar, carregada mesmo…eu sentia muita vontade de chorar, mas, ao mesmo tempo, não queria perder nenhum detalhe sequer.

Em agosto de 1944, a Gestapo descobriu o esconderijo da família e todos foram levados ao campo de concentração 🙁

Otto Frank, o pai de Anne foi o único sobrevivente da família do Holocausto e no museu é exibido um vídeo bem emocionante em que ele fala um pouco sobre aqueles momentos terríveis e a notícia da perda de sua mulher e filhas: Anne foi a última que ele descobriu não ter resistido 🙁 A garota, cujo diário ganhou o mundo por sua inteligência acima da média por sua idade na época, faleceu no campo de concentração de Bergen-Belsen em Março de 1945 e, poucas semanas depois, esse foi libertado!

Imaginem a dor de Otto, que viveu até os 91 anos, precisando reconstruir sua vida após perdas familiares e materiais tão difíceis.

Toda a mobília foi retirada do sótão, a pedido do pai de Anne, mas mesmo assim, não tem como ficar indiferente àquele lugar…como comentei com vocês anteriormente, parece que a Casa carrega a energia daqueles que a habitaram, carregando sentimentos como angústia, tristeza mas, acima de tudo, esperança de dias melhores…

Uma história que jamais deverá esquecida, para nunca se repetir!

 Informações úteis:

Endereço: Prinsengracht 263-267

Site: http://www.annefrank.org/pt/

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