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Vale Sagrado dos incas: Pisac, Ollantaytambo e Chinchero

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Depois de Machu Picchu, o passeio que eu tinha mais vontade de fazer era o Vale Sagrado. Tratam-se de visitas a alguns importantes sítios arqueológicos um pouco mais distantes de Cusco.

Acompanhe esse post para saber como funciona esse tour, quais as minhas dicas e sugestões. E fiquem sempre a vontade de compartilharem as sugestões de vocês também 🙂

Como funciona o tour? 

O Tradicional passeio pelo Vale Sagrado, partindo de Cusco, funciona da seguinte forma: a duração é de um dia inteiro e compreende as cidades de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. A maioria dos passeios é em grupo, e, logicamente, sempre existem as opções de você contratar um tour privado (que sairá mais caro, mas pra mim, foi uma excelente experiência ótima em Moray e Salineras de Maras) ou contratar um táxi (o ruim, na minha opinião, é não ter informações de um guia durante o passeio).

Ollantaytambo

Ollantaytambo

Assim como os demais passeios que contratamos em Cusco, fechamos diretamente com o hotel a empresa Responsible Travel Peru, que nos buscou pontualmente no hotel num mini ônibus. Eu tinha muito receio de cair numa roubada quando contratasse uma agência de turismo e já havia lido boas resenhas dessa no Trip Advisor. Recomendo que vocês pesquisem e também peçam referências no hotel, pois realmente existem diversas agências em Cusco – tome cuidado para não cair em nenhuma arapuca.

Preço: Em Set/14, o tour completo (ônibus, guia, entrada nos sítios com Boleto Turístico) com direito a almoço (sem bebidas), custou US$ 40.

Veja aqui como funciona o Boleto Turístico

Entrada aos sítios arqueológicos 

Primeira parada: Feirinha de Artesanato

Antes de chegarmos a Pisac, que seria a nossa primeira parada, na realidade, ficamos uns 20 ou 30 minutos numa feira artesanal, com diversos produtos típicos peruanos, além de podermos utilizar o banheiro (nesse havia papel higiênico, mas recomendo que você leve um rolo sempre. No Peru, nunca se sabe…)

Nessa feirinha, comprei uma bolsa que uma amiga encomendou…achei os preços todos meio parecidos, para falar a verdade.

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Segunda parada: Pisac

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Estima-se que esse sítio arqueológico foi povoado desde o século 11, inicialmente como um posto militar para se protegerem de invasores e, depois, tornando-se um centro cerimonial e residencial.

Percebi semelhanças com Moray quando avistei as terraças utilizadas para agricultura. Lembram que comentei no post de Moray que lá eram utilizadas para experimentações agrícolas? Pois em Pisac, a utilização era para o sustento dos moradores.

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O que a guia nos falou: os incas respeitavam muito a natureza, por isso, criaram essas terraças cercando as montanhas, a intenção era de reduzir ao máximo o impacto da interferência do homem na natureza.

O ponto de destaque de Pisac é o Templo del Sol, que servia como um observatório astronômico. Mas o que me chamou bastante a atenção foi o Cemitério de Pisac! Tratavam-se de buracos feitos nas montanhas, em que os incas eram enterrados.

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Pisac também é famosa por sua feira, que ocorre as terças, quintas e domingos. Como não fui em nenhum desses dias, vi apenas algumas barraquinhas de artesanato logo na entrada das ruínas. E nada de muito diferente do que eu já havia visto em outras cidades.

O passeio deve ter durado uns 40 minutos (menos tempo do que o trajeto de Cusco até lá…rs). O ônibus nos deixa antes da feirinha, e todos os viajantes seguem pelo mesmo caminho, logo, sempre terá alguém aparecendo nas fotos…rs. Incrível que todos os tours seguem a mesma logística – se você tiver a oportunidade de fazer um tour privado, te aconselho fazer o caminho inverso (de Cusco a Ollantaytambo e depois vá voltando).

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A guia fazia algumas pausas para explicações e depois nos deixou subir para conhecer as construções incas.

Na volta, paramos numa loja e fábrica de prataria – eu não resisti e acabei saindo de lá com um par de brincos que homenageiam Pachamama (a Mãe Terra) 🙂

A estrada no meio das montanhas, vista do alto de Pisac

A estrada no meio das montanhas, vista do alto de Pisac

Terceira parada: Almoço

Logo após o passeio a Pisac, seguimos a Urubamba para almoçar. O restaurante era estilo Buffet e felizmente me surpreendi: o ambiente era gostoso e a comida, muito boa: tinha saladas, ceviche, lomo saltado, ají de galinha – pratos típicos peruanos muito bem feitos.  Sobremesa era inclusa mas nada demais – apenas as bebidas foram pagas a parte.

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Tudo muito bom, tudo muito bem…mas eu na verdade queria ir embora logo do restaurante para seguir viagem a Ollantaytambo, estava com uma cara de chuva, sabe??

E lá fomos nós…

Quarta parada: Ollantaytambo

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Carinhosamente chamada de Ollanta, a cidade é o ponto alto do passeio pelo Vale Sagrado! Até hoje, diversas famílias habitam suas casas super antigas, tentando manter vivas antigas tradições incas.

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Subir as suas terraças não foi tarefa fácil, principalmente pra mim, que estava toda dolorida ainda de Wayna Picchu hehehehehe. Mas eu havia me poupado um pouco no passeio a Pisac e em Ollanta subi mais, e só comecei a descer quando a chuva veio dar o ar da graça.  Assim como em outros sítios arqueológicos, os degraus em Ollanta são irregulares e podem ser bem escorregadios se molhados. Preferi não arriscar, já que há poucos dias eu havia torcido o pé.

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Uma coisa bem interessante que a guia nos contou é que muitas das pedras utilizadas nas construções de Ollanta não são originárias de lá, o que demonstra que os incas tinham que transportá-las até lá (Sério!! Eu sempre fico me perguntando: como é possível carregar aquelas pedras enormes naquela época, sem estrutura alguma?).

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Ollantaytambo foi uma cidade inca completa: contemplava templos religiosos, servia como base militar para proteção contra os invasores, centro administrativo e agrícola. O que muito me impressionou, além da grandiosidade do lugar, das construções, das montanhas, foi a escultura de um homem no meio das montanhas – vejam só a perfeição:

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Outro ponto alto da visita é o inacabado Templo del Sol: olhem o tamanho da rocha…

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E, mais uma vez, os aquedutos…

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Muitas pessoas aproveitam para finalizar o tour pelo Vale Sagrado em Ollantaytambo e seguirem viagem para Águas Calientes – eu pensei muito nessa possibilidade e essa indecisão me consumiu algumas horas de pesquisa hehehehehe. Vou resumir minha opinião logo abaixo.

De Ollantaytambo para Águas Calientes: vale a pena?

Nosso tour em Ollanta começou por volta das 15 horas, acho que ficamos cerca de 1 hora por lá. Na volta, passaríamos pela estação de trem para deixar alguns passageiros que seguiriam viagem para Águas Calientes – o problema foi que ficamos parados no ônibus por cerca de 1 hora, devido a um caminhão que “empacou”a saída. Conclusão: os turistas que tinham que chegar à estação, tiveram de seguir a caminhada a pé, debaixo de chuva (imagino que tenham sido uns 20 minutos de caminhada).

Eu não aconselho, de forma alguma, perder o passeio de Ollantaytambo, que para mim é o ponto alto, a cereja do bolo do Vale Sagrado, para pegar o trem para Águas Calientes. Minha sugestão é de pegar um trem que saia depois das 16:30 (dependendo da época que você for, se escurecer cedo você poderá perder belas paisagens pela estrada, mas paciência), assim você consegue curtir a cidade com tranquilidade.

De qualquer forma, é imprescindível que você converse com a empresa de turismo que te levará ao Vale Sagrado, para que te assegurem quanto aos horários de chegada e partida (sempre com uma boa brecha para possíveis imprevistos).

Quanto a perder a última cidade, Chinchero, bom, como vocês verão logo a seguir, eu também perdi…rss..e não achei nada demais!

Última parada: Chinchero

O atraso de 1 hora para sairmos de Ollantaytambo bagunçou tudo e não conseguimos conhecer a igreja de adobe construída cima da praça, que é o foco do passeio turístico a essa cidade.

Ficamos um pouco chateados – nesse momento, já estava esfriando bastante (leve casaco, sempre! Chinchero está a quase 3.800 metros de altitude) e caía uma garoa fininha.

A guia aproveitou, então, para nos levar para conhecer uma espécie de feira, onde 12 famílias quechuas no demonstraram como eram feitos seus artesanatos com lãs. O que era para ser um passeio “pega dinheiro de turista”, me surpreendeu muito: as mulheres nos explicaram que a qualidade das lãs segue a seguinte ordem: vicunha (super caras, e que exigem um certificado de compra, uma vez que sua produção é bastante controlada), alpaca baby, alpaca adulta e lhama, nessa ordem.

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Artesã em Chinchero

As mulheres conversavam em quéchua entre si, não dava para entender nada…rs. Toda a demonstração aos visitantes, no entanto, foi feita em espanhol – elas nos mostraram que uma planta local, quando amassada, transforma-se numa espécie de shampoo natural, utilizado na lavagem das lãs – lógico que todos ficamos curiosos, e elas nos demonstraram a lavagem de lã suja com essa planta. O resultado foi impressionante!

Em seguida, nos mostraram como as lãs eram naturalmente tingidas e então, fomos convidados a conhecer (e comprar…rs) os artesanatos que são a fonte de renda dessas famílias. As peças eram realmente lindíssimas e de muita qualidade: eu comprei um cachecol lindo, gostaria de ter comprado mais coisas, mas os preços eram caros (elas contaram que alguns caminhos de mesa levam meses para serem concluídos) e, além disso, pagamento em cartão de crédito encarecia um pouco os produtos.

Ao final do passeio, estávamos todos super cansados: começamos o dia muito cedo, enfrentamos altitudes muito elevadas, escadarias e muitas informações e recordações que guardarei para sempre!

Se esse post pode ajudar seus amigos que estão planejando essa viagem, usem os botões de compartilhar logo abaixo 🙂

22 Comentários para “Vale Sagrado dos incas: Pisac, Ollantaytambo e Chinchero

  • ricardo no dia escreveu:

    ola, vc se lembra da empresa que vc fez o passeio?

    obrigado

    Responder

  • Priscila no dia escreveu:

    Olá Vanessa,

    Farei o tour em grupo: Cusco, passando por Pisaq , Urubamba (passada rapida) e ficando em Ollantaytambo.
    Você sabe até que horas temos que sair de Ollanta de trem com destino a Aguas Calientes, para conseguirmos ver as paisagens?
    Pensei em trocar o tour por Salineras de Maras, Moray e Ollanta (depois Aguas Calientes), mas deixei como a primeira opção pq calhou de ser domingo e é dia da Feira em Pisaq..não quero fazer mega compras, talvez prata que dizem ser barata.
    Vou no mes que vem.
    Obrigada.

    Responder

  • Pamela no dia escreveu:

    Olá.
    Estou pensando em fazer o caminho inverso, devido ano novo. Terei pouco tempo. Pensei em ir direto para Aguas Calientes e Macchu Pìcchu, e fazer o caminho inverso, pra chegar até Cusco, onde quero passar o Reveillon. Sabe se existe essa possibilidade? Eu sempre vejo o caminho de Cusco pra Ollanta. Queria muito saber e não sei onde achar. Obrigada

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Claro, Pamela, eh possivel sim. De Lima vc pegara um voo a Cusco? Nesse caso, o mais facil seria vc pegar o trem em Poroy (da pra ir de taxi de Cusco ate la) para Aguas Calientes. Na volta, a mesma coisa. Poroy eh a estacao mais proxima de Cusco.

      Abracos

      Responder

  • Anderson Souza no dia escreveu:

    Ola tudo bem?Gostaria de saber + ou – quanto custa o ingresso para subir ao vale sagrado,estou querendo ir nas minhas ferias de final do ano e pretendo ficar no Peru uns 10 dias.Quero passar 2 dias em Lima,de onde vou de onibus de Lima para Abancay,ficar 2 dias em Abancay,de Abancay para Cusco e ficar 3 dias,de Cusco ir para Puno onde ficarei 2 dias,e de Puno para Copacabana,irei fazer esses trechos de onibus.

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Anderson

      Depende da empresa com que você vai fechar o passeio – se não me engano, paguei por volta de US$ 60, com almoço incluso (sem bebida).

      Abraços

      Responder

  • Lorrana Campos no dia escreveu:

    Boa noite!
    Estou indo pro Peru em novembro e fiquei um tanto em duvida quanto ao boleto turístico.
    O valor que você pagou na agencia (40 dólares) incluia o boleto turistico ou somente os servicos de travel, refeiçao e o resto?
    Abraços!

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Lorrana
      O Boleto Turistico contempla apenas a entrada as ruinas. Dependendo do que vc quer visitar, sai mais barato do que comprar tudo a parte.
      Os serviços de transporte e refeição sao pagos a parte.
      Abraços

      Responder

  • Daiane Alves no dia escreveu:

    Olá, estarei indo para Cusco na minhas férias. Gostaria de saber, qual a distância de cusco ao Vale Sagrado e se compensa ir de taxi, ao invés de contratar uma agência .
    Obrigada e estou adorando suas dicas.

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Daiane

      Até pode, mas tenho algumas ressalvas:
      – Negocie antes o valor com o taxista, explicando direitinho todos os lugares onde você quer ir
      – O Taxista não te dará informações sobre o local

      De repente, vale a pena você contratar um tour privado – é mais caro, mas fiz isso em Moray e Salineras de Maras e me arrependi de ter feito passeios em grupo em outros lugares.

      Abraços
      Vanessa

      Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Daiane

      Até pode, mas tenho algumas ressalvas:

      1 Negocie antes o valor com o taxista, explicando direitinho todos os lugares onde você quer ir
      2 O Taxista não te dará informações sobre o local

      De repente, vale a pena você contratar um tour privado – é mais caro, mas fiz isso em Moray e Salineras de Maras e me arrependi de ter feito passeios em grupo em outros lugares.

      Abraços
      Vanessa

      Responder

  • ´Graziele no dia escreveu:

    Olá vanessa, qual local mais barato para compras?

    Responder

  • Diego no dia escreveu:

    Boa noite, Vanessa
    Estou querendo fazer um tour pelo vale sagrado, mas ficando em Ollantaytambo para pernoitar lá, fazendo no dia seguinte ao amanhecer o sítio arqueológico e no final da tarde ir para Aguas Calientes (Machu Picchu Pueblo), voltando depois para Cusco. É viável? Teria alguma indicação para fazer sobre esse tour guiado pelo vale sagrado, mas que termine em Ollantaytambo?

    Desde já grato.

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Diego
      Olha só, tudo depende da sua disponibilidade de tempo e grana. Por que? Porque todos os tours tradicionais, em grupo, encerram o tour do Vale Sagrado em Ollanta, onde grande parte das pessoas aproveita para pegar o trem para Aguas Calientes, ou Chinchero. Eu achei que o tour funciona muito bem dessa forma.

      O que não entendi bem na sua pergunta foi “fazer o tour pelo Vale Sagrado fazendo no dia seguinte o sítio arqueológico”…vc faria o tour completo pelo Vale Sagrado e dormiria em Ollanta? Sendo isso, não teria por que conhecer novamente o sitio arqueológico de Ollanta na manha seguinte, para então seguir para Aguas Calientes…

      Você pode até optar por dormir em Ollanta e no dia seguinte pegar o trem para Águas Calientes, mas sinceramente não vejo muito o porque disso…

      Não sei se te confundi rsss mas fiquei um pouco confusa com a ideia de fazer o Vale Sagrado e no dia seguinte fazer o tour por Ollanta….me avise caso tenha qquer dúvida.
      Abraços

      Responder

  • Lorena Rocha no dia escreveu:

    Esse tour atualmente foi invertido. Vou pra pro Peru em Maio e andei pesquisando o site dessa empresa… Eles informam que para evitar a multidão dos turistas, eles estão operando esse tour no sentido contrario, começando em Chinchero, depois Ollanta e Pisac… Talvez agora melhore!

    Responder

    • Maria De Lourdes no dia escreveu:

      Gostei dessa dica, também vou final de abril …vou ver o site da empresa que Vanessa comenta.

      Responder

  • Elaine Lima no dia escreveu:

    Oi Vanessa, vou em setembro com minha filha e neta (9 anos) e estou me programando, a minha dúvida é justamente esse passeio do Vale Sagrado, eu consigo fazer Pisac, Chinchero, Salineras, Moray e Oianta ? Dá prá seguir para Águas Calientes no mesmo dia e já dormir lá e no outro dia cedinho ir a Machu Picchu ou fica muito cansativo ? Seria melhor dormir em Oianta, visitar a Fortaleza no outro dia e depois seguir para Águas Calientes (aí teria a parte da tarde para descansar) ? Desculpa rsrsrsrs muitas dúvidas, mas é que gosto de viajar com tudo bem programado. Obrigada!!!!

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Elaine

      Minha sugestao é: terminando o passeio em Ollanta, já pegue o trem para Águas Calientes (só veja direitinho que horas termina o passeio em Ollanta e horário do trem). Em Águas Calientes não tem quase nada para fazer, vocês conseguirão descansar para acordar cedinho e curtir Machu Picchu 🙂

      Abraços

      Responder

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