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Machu Picchu: meu relato e dicas

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A cereja do bolo da viagem ao Peru, o momento mais aguardado, o motivo real dessa viagem e um sonho realizado: a visita a Machu Picchu.

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De antemão, já peço desculpas a vocês se esse post ficar cheio de adjetivos redundantes, vou tentar me controlar, mas não me responsabilizo…rs

A intenção desse post é de contar a vocês como foi minha visita a “Cidade Perdida” e fornecer dicas para que você aproveite essa viagem da melhor forma possível – também falarei de dados históricos, mas não será o foco desse post. Farei também um outro especial referente a minha subida a Wayna Picchu – aguardem que valerá a pena hahahahaha

Como ir a Machu Picchu?

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Você pode visitar fazendo a trilha inca (existem bons relatos  da blogosfera de quem a fez) ou, como eu, pegar o trem até Águas Calientes (veja aqui como fiz esse percurso).

De Águas Calientes até Machu Picchu são cerca de 20 minutos de ônibus (todas as informações sobre Águas Calientes você vê aqui nesse post) numa estrada montanhosa, ou seja, cheia de curvas.

É possível subir a pé, meu amigo chegou até a comentar sobre isso, mas, sinceramente, não acho que valha a pena. Você já chegará cansado (a) em Machu Picchu, devido a essa subida que não tem nada de tãaaao especial assim. Bom, essa é MINHA opinião: invista no passe de ônibus e poupe seu tempo e energia para o que realmente vale a pena.

Os primeiros ônibus saem de Águas Calientes para Machu Picchu as 5:30 da manhã – eu cheguei no ponto de ônibus as 5 e só conseguimos entrar no terceiro ônibus. Chegamos, a fila já era meio grandinha e aguardamos ansiosos a nossa vez.

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Fila para Machu Picchu

Não deixe de levar a Machu Picchu:

  • Passaporte (você poderá também carimbá-lo depois. Para quem está no sentido da entrada a Machu Picchu, passando a catraca, no lado esquerdo terá uma mesinha com o carimbo).
  • Bilhete de entrada: são duas vias.
  • Protetor solar: o sol castiga. Eu usei protetor solar mas deixei escapar uma parte do braço. Fiquei com uma mancha vermelha tosca…rs. O sol é bem forte lá e proteção nunca é demais!
  • Boné/chapéu: a não ser que você queira fritar seu couro cabeludo. Eu particularmente não gosto de usar, mas tive que dar o braço a torcer
  • Óculos escuros: pelo mesmo motivo do protetor solar
  • Água e comida (barrinhas de cereal, biscoitos, chocolate): em tese, não é permitido, mas ninguém revistou nossas mochilas e você não encontrará nenhum ponto de venda pelo caminho. Eu levei apenas 1 garrafa de água e me arrependi (teria levado 3, principalmente para quem subirá a Wayna Piacchu)
  • Lenço umidecido: pode te ajudar no calor ou mesmo para limpar as mãos antes de comer
  • Luvas: podem me chamar de fresca, o que quiserem. Para quem subir a Wayna Picchu, eu recomendo levar um par de luvas cirúrgicas. Sabem por que? No trajeto, existem algumas cordinhas para te auxiliar (sem contar que você se apoiará em pedras também), mas são super sujas de terra, minhas mãos ficaram imundas!! Vi umas japonesas usando as luvas e curti demais a ideia!

Guia Turístico – vale a pena?

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Eu fazia questão de contratar um guia para entender mais sobre Machu Picchu. Você pode entrar em contato antecipadamente com seu hotel e pedir a recomendação de um guia, buscar referências na internet ou fazer como eu: contratar ali na hora.

Na fila para entrar a Machu Picchu, são diversos guias oferecendo o tour em grupo. É uma questão de sorte: você pode pegar um super legal ou um mais ou menos, o que foi meu caso (e, por isso, nem pedi o contato para repassar).

Pagamos 25 soles por pessoa, o tour levou cerca de 2 horas (das 6:30 as 8:30, aproximadamente) e nosso grupo devia ter de 10 a 15 pessoas. O fato de ser em grupo não me incomodou, apenas achei que a guia falava tudo de forma muito automática, com o texto decorado, sabem? Sem muita abertura para perguntas…de qualquer forma, achei que valeu muito mais a pena do que não ter guia – muitos lugares importantes seriam apenas um amontoado de pedras sem as explicações dela.

Meu Relato 

(É aqui que não me responsabilizo pelo excesso de fotos e empolgacão…rs)

Nem preciso dizer que a noite anterior foi de muita ansiedade (veja aqui) – ainda era noite quando chegamos ao ponto do ônibus, vimos o sol nascer dentro dele e eu era só expectativa enquanto esperava na fila para entrar naquele lugar que era a realização de um sonho antigo: Machu Picchu!!

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Como comentei acima, vários guias turísticos nos abordaram, contratamos uma que nos pediu para esperar lá dentro. Mostrei o bilhete, passaporte e voilá: entrada liberada!!! 🙂

Machu Picchu ainda estava coberta pela nebulosidade, e a guia nos disse que o céu deveria abrir lá pelas 10 horas – na prática, foi antes disso!

Vejam que interessante a arquitetura dessas construções: pedras perfeitamente encaixadas e que resistiram ao tempo!

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Segundo a nossa guia, existem diversas teorias a respeito de alguns dos grandes salões que vimos em Machu Picchu: estima-se que alguns foram uma espécie de centros educacionais, onde eram ensinadas às mulheres as atividades de corte, costura, dentre outras.

A caminhada foi tranquila, mas é preciso sempre estar atento aos degraus para evitar escorregões! Nem preciso falar, né? Tênis super confortáveis!

Os arqueólogos acreditam que naquela época, os telhados eram feitos de sapé e algumas cabanas, como a do Guardião, foi restaurada e teve o telhado adicionado, teoricamente ao que seria similar àqueles tempos.

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Falando em Cabana do Guardião, é essa lá em cima da montanha: tinha como função vigiar os pontos de acesso da cidade!

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Telhado de sapé

Foi muito legal ir caminhando e o sol se abrindo! A cada minuto, Machu Picchu se demonstrava ainda mais majestosa!!

Aqui abaixo, muitas terraças agrícolas daquele tempo – em alguns pontos também vemos os armazéns:

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Algumas partes das ruínas fora restauradas, e é possível ver pedras novas que foram encaixadas para tentar manter a arquitetura daquela época – uma vez que a cidade foi construída há mais de 500 anos, e por tratar-se de uma região bastante chuvosa em algumas épocas do ano, é mais do que normal e necessária essas restaurações.

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Chegamos ao Templo do Sol, a única construção de forma arredondada em Machu Picchu: esse templo possui duas janelas alinhadas, onde nasce o sol no verão e inverno. É proibido entrar no Templo, mas essa vista do mirante já é surpreendente!

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A Praça Sagrada é circundada pelo Templo das Três Janelas (leste), Casa do alto do Sacerdote (sul) e Templo principal (norte).

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Praça Sagrada

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Detalhe para o coelhinho

Visitamos diversos desses salões e, assim como já havíamos aprendido em nosso tour em Cusco, quanto maior e melhor talhadas as pedras, mais era importante a pessoa que ali viviam. Continuamos com nossa caminhada até Intihuatana, pedra essa que não pode ser tocada e que servia como um indicador dos solstícios, auxiliando os incas a planejarem os ciclos agrícolas.

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Eu simplesmente fiquei fascinada com as portas e janelas e tenho muitas, mas muitas fotos semelhantes hahahaha:

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Ao longo do caminho por Machu Picchu, vemos também diversas fontes de água: tratava-se de uma cidade completa, onde eram realizadas cerimônias diversas, culto aos deuses, cultivo agrícola, centros de educação e moradia.

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As lhamas sempre tentando dar o ar da graça e posando para as fotos. Incrível a habilidade delas de subirem e descerem os degraus de Machu Picchu…quando você menos espera, uma delas cruza o seu caminho:

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Terminado o tour, descemos para irmos ao banheiro e depois voltamos. Caminhei mais por Machu Picchu, tirei muitas fotos, e depois fui descansar um pouco pois as 10 horas era a nossa entrada para Wayna Picchu, que será narrada no próximo post!

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Qual a melhor época para ir a Machu Picchu?

 De Maio a Setembro, que é a época de seca, sendo que Julho é alta temporada devido a férias, e também mais frio.

Eu fui em Setembro, não pegamos chuva – uma garoa fraca e rápida quando já estávamos indo embora, apenas. Janeiro é o pior mês: mais chuvoso e, de acordo com nossa guia, em Janeiro de 2014 teve um dia em que o ônibus de Águas Calientes a Machu Picchu nem pode subir. Só escolha esse período se você realmente não tiver opção de sair de férias em outra data.

Dicas Gerais – não deixe de ler:

  • Os ônibus começam a sair de Águas Calientes as 5:30 e os portões abrem as 6;
  • Banheiros apenas do lado de fora (lado direito da bilheteria, embaixo), a um custo de 1 sol (Base Set/14)
  • Lanchonete também só lá fora (e cara). Apesar de não ser permitido levar comida e bebidas, as mochilas não são revistadas. Lá dentro você não encontrará nada para comprar
  • Guarda volumes: passando pela catraca, fica do lado esquerdo e é pago
  • Carimbo de Machu Picchu: próximo ao guarda volumes. Peguei uma fila pequena e carimbei meu passaporte, feliz da vida!20140915_144239
  • Você pode entrar e sair de Machu Picchu quantas vezes quiser: basta apresentar o bilhete e passaporte. Será preciso sim encarar a fila toda vez que for entrar
  • Depois das 10 horas, Machu Picchu lota de gente! São as pessoas que chegaram de trem vindas de Cusco naquele mesmo dia. Se você tiver tempo, recomendo muito pernoitar em Águas Calientes e chegar bem cedo.
  • Guia turístico: você não precisa necessariamente contratar um logo que chegar. Fizemos isso porque depois teríamos a Wayna Picchu e também quisemos aproveitar que ainda estava mais vazio
  • Restaurante Sanctuary: o único restaurante de lá. Leiam minha resenha abaixo e tirem suas conclusões…rs

Restaurante Sanctuary Lodge em Machu Picchu:

Quando compramos o passe de trem para Águas Calientes, vimos a opção de incluir o almoço nesse buffet, o único dentro de Machu Picchu, a US$ 40. Como não teríamos muito tempo para almoçar, além do fato se esse ser um preço meio salgado para os padrões peruanos, achamos que valeria a pena!

Decepção! Uma fila enorme para entrar e, no lado de fora (ele fica quase na saída, depois de você passar passar pela parte das catracas), já começamos a desconfiar de que seria uma roubada. Você precisa primeiro ir trocar o seu bilhete de acesso, ali numa espécie de recepção do lado de fora – meu amigo chegou a perguntar se daria para cancelar, mas infelizmente não.

Mas nem de longe que o almoço merecia os US$ 40. O Buffet do Vale Sagrado, por exemplo, que estava incluso no nosso passeio de um dia inteiro (que custou US$ 42) foi infinitamente melhor. No Sanctuary, a comida era meio sem graça e com com poucas opções – saladas, carnes, sobremesas e bebidas não alcoolicas eram inclusas.

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Além de a comida ter deixado a desejar, o local era super barulhento e, para completar, uma banda típica peruana começou a tocar!

Achei um desperdício de tempo e dinheiro – mil vezes ter almoçado em Águas Calientes mesmo, ou ter passado o dia a base de biscoitos.

Depois dessa, partimos de volta a Águas Calientes! Foi o fim de um dia fantástico, que me lembrarei para sempre!!

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Você já foi a Machu Picchu? Conte aqui pra gente o que achou e compartilhe suas dicas!!

7 Comentários para “Machu Picchu: meu relato e dicas

  • Juvenal Rondan - Viagens Machu Picchu no dia escreveu:

    Olá Vanessa!
    Primeiramente parabenizo pelo trabalho que fiz em ajudar aos brasileiros que desejem conhecer Machu Picchu, quem escreve é um amante da cultura brasileira e graças a deus já teve a sorte de morar no Brasil por um bom tempo, agora voltei ao Peru – Cusco para mostrar a todos os brasileiros que desejem conhecer a terra dos incas.
    Se alguém deseja algumas dicas e recomendações pra a sua viagem, sera tudo um prazer ajuda-los em realizar o sonho de conhecer Machu Picchu Cusco, Lima, Lago titicaca, Arequipa, Nazca, Paracas, Puno, Trujillo e outros destinos que ainda não foram explorados pelo brasileiros.

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Obrigada, Juvenal. Sou uma apaixonada por seu pais e ainda quero voltar para conhecer Trujillo e Huaraz

      Responder

  • Sebastião no dia escreveu:

    Oi Vanessa Parabenizo pelo blog.. devo dizer que estou Maravilhado pela informação apresentada aqui, gostaria relatar minha experiencia.. contratei a Agencia de viagens Machu Picchu e o trato foi realmente espetacular e também os paisagens podia ver eram incrível

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Fico muito feliz em saber que curte o blog e que teve uma boa experiencia em sua viagem 🙂 volte sempre por aqui! Abracos

      Responder

  • Ana Paula Cesar no dia escreveu:

    Olá, me tire uma duvida por favor. Eu vi vc falando do passaporte para entrar e sair de Macchu Pichu, é obrigatório o passaporte, visto que o meu esta vencido e não penso em renova-lo agora já que a entrada no Peru pode ser apenas com o RG.

    Obrigada 😀

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      OI, Ana Paula

      Não tem problema, pode ser o RG, só tome cuidado para que esteja em boas condições e seja fácil de te identificar pela foto rsss.
      Abraços

      Responder

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