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Peru: Dicas gerais para ler antes de viajar

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Oi, pessoal, tudo bem?

Acabei de voltar de minha viagem de 16 dias ao Peru e, antes de falar sobre cada cidade e passeio em si, gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas que tenho certeza de que ajudarão no seu planejamento e evitarão perrengues desnecessários. Vamos lá?

  • Quando ir?

A melhor época para visitar o Peru é na estação seca, compreendida entre os meses de Maio a Setembro. Vá por mim: você subirá diversas escadas com pedras soltas e escorregadias e, durante a época de chuvas, o perigo de cair é muito maior.

Quando fomos a Machu Picchu, a guia nos falou que em Janeiro choveu tanto que a estrada que liga Águas Calientes a Machu Picchu (feita em 20 minutos de ônibus) estava fechada para passagem de automóveis, o que obrigou os turistas a fazerem o trajeto a pé, e inclusive alguns desistiram da viagem.

Depois de todo o tempo que passei no Peru, visitando diversas cidades e sítios arqueológicos, certamente não recomendo ir em épocas chuvosas.

  • Fuso Horário:

2 horas a menos em relação ao horário oficial de Brasília. Atente-se ao horário de verão.

  • Tomada:

Na maioria dos lugares, as tomadas seguiam o padrão abaixo:

Imagem extraída da internet

Imagem extraída da internet

  • Embaixada Brasileira no Peru

Em caso de emergências, segue o telefone : 51 (1) 512-0830 e  e-mail: embaixada.lima@itamaraty.gov.br

  • Que moeda levar?

A moeda peruana é o Nuevo Sol, mas muitos lugares aceitam Dólar como pagamento (Consulte a conversão aqui no Banco Central para verificar a última cotação).

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Eu levei alguns dólares e o restante, saquei nos bancos de lá. Percebi que a maioria dos hotéis usava uma taxa de câmbio boa para converter meus dólares por nuevos soles (moeda peruana). A maioria dos hotéis paguei em Dólar, assim como passeios como o Vale Sagrado.

Saque em caixas automáticos: Lembre-se de desbloquear seu cartão de débito antes de viagem e checar com seu banco qual a taxa cobrada a cada saque, bem como limite disponível. Eu consegui sacar normalmente e caixas de banco, porém, ali no Peru existem várias ATM’s chamadas “Global Net”, que cobram uma taxa de 14 soles por saque (independente do valor que você sacar) e eu NUNCA consegui sacar desses caixas (o aviso era de que meu limite estava excedido).

Lembre-se de que compras feitas no cartão de crédito incidem na cobrança de IOF de 6.38% do valor da compra. Verifique o que é mais vantajoso para você – eu particularmente evito o cartão de crédito por conta do IOF, e tento sacar volumes razoáveis de dinheiro para evitar pagar taxa de saque o tempo todo.

IMPORTANTE: Não aceite notas rasgadas, mesmo que o rasgo seja pequeno. Aconteceu conosco de o motorista de táxi não aceitar uma nota de 10 nuevos soles porque tinha um rasgo mínimo – daí em diante, passamos a prestar bastante atenção aos trocos que recebíamos.

  • Transportes:

O sistema de transporte no Peru é complicado: ônibus velhos, muita poluição, trânsito caótico e táxis sem taxímetros. Em algumas ocasiões, em Lima, carros sem nenhuma indicação de táxi paravam nos oferecendo transporte.

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Trânsito caótico em Lima

A dica mais importante desse tópico é: verifique a situação do carro e negocie o preço ANTES de entrar. Seja bem claro (a) quanto ao seu destino final, pergunte o preço e negocie se for o caso. Quanto mais cara de turista temos (e quanto mais “portunhol” for o nosso espanhol), mais caro vão nos cobrar.

Para vocês terem uma referência: chegamos a pagar 25 soles de táxi da porta do nosso hotel em Miraflores até o Centro e, na volta, pagamos apenas 15 soles.

Os táxis chamados pelos hotéis nem possuíam indicação de táxi, eram carros mais novos e confortáveis, porém, mais caros. Lendo o ótimo blog Cup of Things, levei comigo uma indicação de empresa de táxi: Taxi Green, caso necessário.

A maioria das viagens feitas entre cidades foi por ônibus, pela empresa Cruz del Sur – nesse post aqui, conto como é viajar com eles!

  • Do Aeroporto ao Hotel

Acredito que a grande maioria dos turistas decida hospedar-se nos bairros de Miraflores e San Isidro, não é mesmo? Eu fiquei em Miraflores e recomendo. Como chegaria a noite, sozinha e já sabia que no Peru temos que ficar negociando valor de táxi, decidi negociar com o hotel. O valor era de USD 25 (o trajeto é meio longe, o aeroporto não fica necessariamente em Lima, mas em Callao), porém, como me colocaram num carro com mais 2 brasileiras que estavam hospedadas no mesmo hotel, o motorista acabou me cobrando USD 20 no final.

No próprio aeroporto, são diversas pessoas te oferecendo serviços de táxi – prefira os de empresa, que tem seu próprio balcão de vendas e pechinche!

  • Gorjetas:

Não estão inclusas nas contas de restaurantes e não podem ser pagas no cartão de crédito. Guarde alguns nuevos soles para essa finalidade  🙂

  • Soroche: o mal da altitude

Eu tinha muito medo de passar mal em Cusco e nas cidades que faria em seguida devido a altitude. Felizmente, não tive problema algum, além do cansaço acima do comum quando fazia algumas atividades (principalmente as que envolviam subidas – e são várias).

Minha dica é: converse com seu médico de confiança e explique a viagem. Talvez seja necessário te receitar algum remédio para seu organismo se adaptar melhor com o ar rarefeito.

No mais, muita água para hidratar o corpo, comidas leves e descanso no primeiro dia. Tomei o chá de coca, comprei balinhas, mas o que mais surte efeito mesmo é o descanso, vá por mim!

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No hotel em que me hospedei em Cusco (Tierra Viva Centro), eles disponibilizavam oxigênio extra caso necessário – de repente, vale consultar seu hotel antes da reserva!

Vai uma dose extra de oxigênio aí? :)

Vai uma dose extra de oxigênio aí? 🙂

  • Vacinas:

Quando viajei (Set/14), vacina contra febre amarela só era requerida para quem viajaria a região amazônica do Peru, e ninguém me solicitou nenhum comprovante.

Antes de viajar, converse com seu médico de confiança e consulte o site da Anvisa para saber se alguma vacina é necessária. Leia mais sobre vacinas em viagens internacionais nesse link aqui!

  • Leve na mochila:

Itens indispensáveis que não podem faltar na sua mochila durante os passeios: protetor solar, boné (eu odeio boné, mas tive que me render a ele, o sol era muito forte), água, lenço umidecido/álcool gel, papel higiênico (em muitos sítios arqueológicos e mesmo museus em Lima não disponibilizavam de papel).

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Essas são as dicas mais importantes que me lembro. Qualquer dúvida, é só colocarem aqui no campo de comentários que responderei o mais breve possível, ok?

5 Comentários para “Peru: Dicas gerais para ler antes de viajar

  • Lucas Gabriel Ronsoni no dia escreveu:

    Estou com viagem marcada para o dia 13/10…sabes se no incio de outubro as chuvas já são torrenciais que impeçam algum passeio? Quanto a temperatura em cusco e puno frio pela manhã quente a tarde?

    Obrigado!

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Lucas. Em Outubro já começam as chuvas, mas, pelo que muitos guias nos falaram, não é dos piores meses não (esse é o caso de Dezembro e Janeiro, bastante desaconselháveis).
      Tanto em Puno quanto em Cusco, muito calor durante o dia (não esqueça de levar boné e filtro solar nos passeios) e frio a noite e de manhã cedo. Não tem jeito: a maioria dos passeios você terá que fazer com uma mochila, para carregar água, casaco, protetor, boné – leve também um rolo de papel higiênico, em muitos lugares não tem.
      Abraços
      Vanessa

      Responder

  • Lucas Gabriel Ronsoni no dia escreveu:

    Obrigado Vanessa, se surgirem novas duvidas vou consultá-la. Não vejo a hora de viajar.

    Abraço.

    Responder

  • marcelo no dia escreveu:

    estou gostando muito do seu post esta me tirando muita duvidas…

    mas vi que vc levou dolar, porem como vc sabe que atualmente o dolar esta muito alto, porem se levar real é facil trocar por soles

    e vc disse que fez alguns saques com cartão, esse cartao seria de debito usado aqui no brasil ou seria um cartao especial?
    tem banco do brasil ,la?

    obrigado
    fico no aguardo

    Responder

    • Vanessa Macagnan no dia escreveu:

      Oi, Marcelo

      Usei o cartão de débito daqui do Brasil (Não esqueça de checar com seu banco qual o limite disponível e desbloqueá-lo). A desvantagem é que você paga 6.38% de IOF mas, como meus dólares não foram suficientes, foi a melhor maneira. Você consegue sacar em qualquer caixa automático, não precisa ser banco do Brasil – o único em que meu cartão (e do meu amigo também) sempre falhava era dos terminais “Global ATM”- já em bancos, não tive problema algum.
      Eu não cheguei a procurar casas de câmbio que vendem soles aqui em São Paulo, onde moro, mas de repente vale a pesquisa. Levar Reais não acho uma boa…você vai perder bastante dinheiro na conversão das Casas de câmbio (ao menos pelo que vi em Lima, não cheguei a olhar em outras cidades).

      Responder

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